Minha alma, é meu refúgio,
Onde à noite busco consolo,
Procurando, nas ações do dia,
Algum calor pra meu desolo.
Pergunto na escuridão,
O que fiz, ou poderia ter feito,
E chego à conclusão,
Que faça o que fizer, nunca é demais,
É sempre muito pouco,
E não o devo fazer por obrigação,
Mas sim por amor!
Nunca é demais o que dou,
Em palavras ou bens,
O que recebo é muito mais,
E pergunto-me,
Será que mereço?
E de onde vens?
Palavras, leva-as o vento,
Assim diz o povo,
Mas minhas ações, ficam cá,
Como prova de que tentei,
De alguma maneira,
Apaziguar minha alma,
Minha consciência meu ser,
Para dormir mais calma,
Nos braços de Esse AMOR,
Que se faz sentir mas não se deixa ver!
Autora: R Gregório
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